Desde meu último post, já me passou pela cabeça em escrever umas duas ou três vezes, mas vontade do mesmo jeito que chegava, ia embora.
Mas hoje depois de uma aula de Empreendedorismo na faculdade, o vídeo apresentado pelo professor me animou em escrever algo!
Imagino que muitas pessoas já leram o livro “Quem mexeu no meu queijo?”. Lembro que o li alguns anos atrás, mas confesso que não lembrava de muita coisa dele até essa terça de manhã (15/02).
Preciso fazer um resumo? Bom, para os que leram, pode pular os dois próximos parágrafos... os interessados em saber a respeito do livro...
“O livro conta a história de 2 duendes e 2 ratinhos, que todos os dias saiam a procura de queijo por um grande labirinto. Depois de alguns dias de procura, eles encontraram um local que havia muito queijo. Sendo que com o passar dos dias o queijo foi reduzindo até que finalmente acabou. Os ratinhos que já vinham observando as mudanças com a quantidade do queijo que havia, quando todo o estoque acabou, logo partiram a procura de novo queijo pelo labirinto. Já os anões, assim que perceberam que não havia mais nada para comerem, nada fez a não ser reclamar e reclamar.
Os ratinhos, após alguns dias procurando novo queijo, logo encontraram uma nova mina de queijo. Novinho! Passado algum tempo, um dos duendes decidiu sair a procura de mais queijo, pois não agüentava mais ficar naquela situação, e assim fez. Após de um bom tempo procurando, encontrou um recipiente onde havia queijo, sendo que também já estava fazia, restando apenas algumas poucas migalhas. Este recolheu o que pode e levou para o outro duende com o intuito de alertá-lo de que havia mais queijo, bastava sair a procura. Mas ele nada fez, decidindo continuar onde estava. O outro duende saiu novamente com o intuito de finalmente encontrar um novo queijo, e assim conseguiu!”
Bem, imagino que você deva estar se perguntando... “Sim, e o que o livro tem a ver com seu blog sobre suas lembranças?”. Vou tentar me expressar!
De uns sete anos pra cá, quase todos os dias alguém me pergunta: “anda por onde?”, mesmo a pessoa sabendo que atualmente resido no Recife há pouco mais de um ano! Mas até entendo bem o porquê dessa pergunta... Nunca fiquei mais do que seis meses em algum lugar! Exceto é claro em Goiânia/GO, pois como tenho por família lá e que me faz querer ficar um pouco mais.
Dos meus dezesseis anos até meus atuais vinte e seis anos já morei em muitos lugares... Uruaçu, Planalmira (colégio interno), Pirenóplis ( 2 anos sendo que vivia fugindo para Brasília e Goiânia), Brasília, Curitiba, Palmas, Belém, Salinópolis, Aracaju e agora, Recife. Deixar bem claro, não sou procurado pela polícia e tão pouco fiz nada de errado em algum lugar desses!
Então, porque que eu nunca paro? Dez cidade em dez anos já está bom para criar raízes em algum lugar, não? Sinceramente? Ainda não sinto isso! Mas sei que logo vou ter que fazer ou até me obrigar a fazer isso. Aliás, acho que já comecei a colocar em pratica! Moro há um ano e três meses no Recife, e devo continuar por aqui pelo menos mais uns três anos...
Nas demais vezes que andei viajando por ai, cada um teve seus motivos... Família, trabalho, amores (tem que ter!). Mas também tive a experiência de realização de um desejo, não quero dizer sonho, pois logo acabei desistindo dele, uma das poucas coisas que me arrependo na vida. Mas cada um deles pude aprender algo que se eu levar a sério, posso superar muitas coisas. Enfrentar medos, correr atrás dos meus sonhos e fazer o possível para realizá-los, que é praticamente o momento em que estou vivendo.
Então porque tantas cidades? Sempre estou em busca de algo novo. Não gosto de rotinas, e quando começo a perceber que ela está se aproximando, me esforço para mudar e me adaptar com isso. Até que percebi que mudar de cidade eu estaria mais fugindo da realidade, dos meus medos e não os encarando como eu deveria fazer. E se for para ir para outra cidade novamente, com certeza será para continuar por algo melhor... dar continuidade nessa grande jornada que se chama vida!
Posso dizer que no momento estou no lugar onde quero estar! Mas não vou afirmar e nem tão pouco quero, dizer que estou no lugar que ficarei para sempre, pois por mais que eu tente dizer que estou fincando minhas raízes, na verdade só estou em um pequeno vaso, onde daqui há alguns dias (meses, anos), logo será removido para um vaso bem maior. Para quem sabe um dia abandonar os “vasos” e finalmente ir para a terra e me transformar em uma grande árvore.

Mário, curti mt tua analogia com as árvores. Smpre ouvi a expressão criar raizes, mas vc a ilustrou perfeitamente.
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Huum bom texto... cada vez ficando melhor!!
ResponderExcluirlegal, menino inquieto! rsrsrsr
ResponderExcluiro difícil de acreditar foi os 26 anos!
Espero que fique por muito tempo. Crie raízes para poder crescer cada vez mais alto, recebendo assim, novos ares. bjs.
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