domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vamos para Filadélfia?


Depois de longos anos sem praticamente não escrever nada, só na vontade... Voltar a praticar isso seria algo interessante, até mesmo para transparecer.
Então, o que escrever? Eis a questão... pensei, pensei, conversei a respeito, li alguns livros, e no final cheguei a conclusão. Que tal falar (escrever) sobre minhas viagens? Mas pensei,  minhas viagens não chegam a ser grandes viagens, só pulei um pouco de um estado para outro. Ainda não fui para fora do Brasil (apesar de muitas pessoas me perguntarem por que não fiz isso ainda), não sai em nenhuma expedição para encontrar meu eu, apesar de que sei que aprendi uma ou muitas coisas em cada lugar que já estive.
Mas, vamos lá, só quero antes alertar... Nunca fui um dos melhores alunos de língua portuguesa, então não repare se por ventura encontrar um ou vários erros gramaticais, faz parte e não estou aqui para dar uma de “intelecto da gramática”. 
Para início de conversa vamos fazer uma breve viagem para um município lá para as bandas do Maranhão e Tocantins, quando eu tinha uns... 4 ou 5 anos, se não for isso chega a ser perto! Sabe como é, a idade vai chegando, e com isso a memória também!
Eu, minha mãe, irmão e alguns amigos (da família), alugamos uma van e seguimos rumo a um lugar chamado Filadelfia. Ok, vamos conhecer um pouco lá, antes de seguir adiante...
“Fundada em 1951, Fíladélfia tem seu nome originado do seu fundador, o senhor Filadélfio Antônio de Noronha e seu primeiro prefeito foi o senhor Dotorveu Maranhão Machado' um dos pioneiros da cidade. Pacata e ordeira, Filadélfia fica localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, onde faz fronteira com o estado do Maranhão, do outro lado do rio está a cidade de Carolina. Filadélfia é uma cidade turística. No interior do município está localizada a Reserva Estadual das Árvores Fossilizadas, que apresenta o maior número de árvores petrificadas já descobertas no planeta. Outro fator que atrai os turistas é a praia fluvial, que se forma no Rio Tocantins nos meses de estiagem, fazendo com que a população aumente consideravelmente com a presença de turistas.”  By Wikipédia (claro!)
Bom, sabe essa praia? Pois é, é sobre ela que irei contar...
Lá estávamos todos se divertindo, meu irmão saiu e eu atrevido e atentado como eu era, fui atrás. Sempre que me aventurava a andar pela praia, sabia voltar devido uma canoa que estava atracado na areia. E lá vai eu atrás do meu irmão, até que ele sumiu! E não foi só ele, a canoa também!
O que fiz? Mantive a calma, respirei fundo, dei uma estudada no local, analisando bem a área em que estava e sempre pensando positivo... “eles estão aqui, não se desespere!”. Vai sonhando!
Danielzinho desesperado soltou o berro! Acho que é a primeira coisa quando uma criança faz quando sente que está em apuros... “Mãeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhh, buá!!!”. Por sorte, alguém me pegou pelos braços, me levou para... não lembro se era um palco, ou era alguma coisa de salva vida, pois era bem alto.Só lembro do “tiozinho” perguntando meu nome (apesar de eu ter entrado na escola com 2 anos, só fui aprender a falar bem lá pelos 5 anos, só meu irmão sabe quantas vezes ele foi chamado para traduzir o que eu falava), devo ter falado direitinho, apesar do choro, mas logo vi que minha mãe surgiu no meio daquele povo que estavam aflitos com a minha situação (jura NÉ!). Todos aplaudiram (não estava sonhando), me entregaram para minha mãe, ganhei um caloroso abraço, gostoso como só ela sabe dar (até hoje).
Sei que depois desse dia nunca mais dei uma de “vou ali, e sei que consigo voltar por causa disso ou aquilo!”. Pelo menos fiz isso até meus 8 ou 9 anos. Depois dei uma de louco, dos porra louca mesmo, mas isso é algo que devo documentar por aqui pelos próximos dias!
Praia de Filadélfia
 

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