segunda-feira, 14 de março de 2011

Desventurando e me aventurando!!!


Para os que não sabem, faço estágio na Secretaria do Turismo, trabalhando diretamente com os turistas, passando informações do que fazer e para onde ir, aqui no Recife e em Pernambuco. 

Algumas semanas atrás, acabei fazendo amizade com um desses turistas. Ele, residente no Acre, - primeira vez no Recife - não resisti a tentação e fui dar uma de guia turístico, algo que sei fazer bem, e por sinal adoro! Vou chamá-lo de C.
Me dei uma semana de folga da faculdade, e assim iniciamos nosso passeio por algumas praias e cidades da redondeza. Contudo, apesar de terem sido duas semanas bem animadas, tivemos nossos desencontros e desventuras.

Vamos começar por domingo, dia 27 à noite.

Após o estágio, seguimos os três pelas ruas do Recife Antigo até chegarmos à Rua da Moeda, conhecida por seus bares sentamos em um barzinho e que venham as cervejas e caipirinhas a noite quase toda! E assim, combinamos de ir logo cedo para Porto de Galinhas. Tenho certeza de que alguém já tenha visto, conhecido ou ouvido falar de lá, pois é uma das praias mais bela do Brasil.

Apesar do sono, e da falta de coragem, consegui levantar e seguir para o Cais Santa Rita. Cheguei primeiro que ele e a amiga (V.), após esperar e esperar o celular toca:

- Não é no cais não! É no terminal da Dantas Barreto!
- Deus me livre de ir pra ai! Tem um povo estranho...

Acabei indo, né! Criei um certo trauma de ir para aqueles lados, pois é muito tenso...  Mas, encontrei com eles no meio do caminho, na Igreja do Carmo. Bom, agora era só esperar o ônibus. E assim esperamos! Uma, duas horas. Detalhe, tem ônibus a cada meia hora! Já estávamos planejando em esquecer Porto e seguirmos para outra praia, sei lá... Gaibú, Itamaracá... Mas “busão” chegou e o melhor, tinha ar-condicionado. Era um pouco mais caro (R$ 9,80) e não aceita VEM Estudantil, mas como o sono era grande, ia dormir bem nas 2 horas de viagem até nosso destino.
Galinhas Foto Daniel Fernandes
Estar em Porto de Galinhas é algo sem explicação. A praia é linda. Só estando lá para poder sentir. Água azul, onde se pode ver o fundo do mar. Fazer passeio de jangada para as piscinas de corais, alimentar os peixes, mergulhar...  Nesses 15 meses que estou morando aqui no Recife, fui algumas vezes ali, e cada visita é única.
Mergulhar com os peixes Foto: Daniel Fernandes e Felipe Mendonça (passeios anteriores)
O passeio rendeu muitas fotos, é claro! Não podia deixar de levar minha câmera. Comemos no restaurante que sempre fico (Pescaria), onde por sinal servem uma comida deliciosa, quem for a Porto de Galinhas, visitem o Pescaria e se deliciem-se com o Peixe ao molho de camarão e alcaparras, acompanha um purê de abóbora (jerimum) perfeito! E o melhor, não é caro!!! Ah, não estou ganhando nada pela publicidade!
Assim como na ida, a vinda não foi das melhores. Pegamos o tradicional ônibus que leva à Porto. Saindo de Cabo de Santo Agostinho para Jaboatão dos Guararapes, pegamos um engarrafamento que fez com que nossa viagem durasse três horas. Ou seja, uma hora parado! Sem ar, sem água... cansados. Mas cheguei em casa vivo! Ah, infelizmente não levamos C para alimentar os peixes! Ponto alto para quem vai a Porto de Galinhas.
Porto de Galinhas Foto: Daniel Fernandes
Na terça, dia 1º de Março, fomos para Itamaracá! Ainda não conhecia a “famosa” ilha do Litoral Norte, e apesar dos comentários de muitos em dizer que lá já não é tão bom quanto antes, eu adorei e achei lindo o lugar!
Porém, tivemos alguns desencontros ali. A trajetória até a ilha foi tranqüila, (esperava que seria mais complicado), foi bem prática. Pega um ônibus até Igarassú e de lá, pega outro direto para a ilha. O detalhe foi, onde descer?
Descemos no terminal. Lá no final da ilha, longe de tudo, apesar de que existe uma praia há poucos metros de distância. Todos com fome, paramos em uma padaria que praticamente não tinha nada. Servidos de um cafezinho com leite e um pão com manteiga, acabamos fazendo amizade com dois franceses, os quais permaneceram conosco até a volta para o Recife! Eles JB e JC.
Após comermos, seguimos caminhando para uma praça que só estava a 2 km de onde estávamos, pois C e os franceses, estavam sem dinheiro e precisavam sacar em um caixa! Depois de uns 15 minutos caminhando, apareceu um “trenzinho” que é o meio de locomoção das pessoas por lá (lembrei da época que fui para Cotijuba, Ilha do Marajó no Pará). Ele praticamente nos salvou! Mas até encontrarmos um local que tinha caixa 24 horas, custou! E o motorista do trenzinho foi bem paciente, cuidadoso, nos ajudou em muitas coisas.
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Antes de seguirmos caminho para o Forte Orange, fomos com os franceses conhecer a Vila Velha (já conhecia antes, pois fui com o pessoal da faculdade), onde está a segunda mais antiga igreja em pé do Brasil, Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A vista de lá é maravilhosa, onde se pode ver a praia de Marinha Farinha em Paulista, a Coroa do avião e a entrada do Canal de Santa Cruz. Porém, o lugar está meio abandonado. Quem cuida são os próprios moradores. Na sacristia da igreja, há uma cômoda que fora doada pela Dona Maria Louca, além da imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
Conseguimos um táxi para nos levar até Vila Velha, preço bem em conta cobrado. O melhor, é que o taxista era bem extrovertido, falava mais do que o cd que tocava. E conhecia menos do lugar do que um dos franceses que estava conosco.
Dentro da Igreja Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
A ilha de Itamaracá teve um período onde era o “point”, mas com o tempo acabou perdendo o cargo para Porto de Galinhas. A ilha abriga um presídio, e dizem que por causa disso, muitas pessoas deixaram de visitar o local. Um dos pontos turísticos chaves de lá é o Forte Orange, que estava fechado para reforma. Mais a frente, se vê um grande banco de areia no mar, batizada como Coroa do Avião. O trajeto até lá, só  é feito em lanchas (R$ 8 ida e volta).
Coroa do Avião, vista da Vila Velha Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Apesar de não haver energia elétrica, existem alguns bares onde se pode beber uma cerveja bem gelada e comer diversos pratos, em sua maioria peixes e frutos do mar. Mas prepare o bolso, apesar de ser mais simples, é um pouco salgado o preço das refeições por lá.
É um passeio que digo que vale a pena ir, independente que seja de carro ou de ônibus. Se possível estudar um pouco do lugar, pode ter certeza de que a sensação será mais gostosa ainda, pois ali há muita história, sem esquecer que faz parte da história do nosso país.
Ah, na lancha, durante a travessia, se prepare, pois será com muita emoção. Então se você não tem medo de velocidade em “alto mar”, é uma aventura rápida, mas bem interessante!
Travessia de lancha para Coroa do Avião Foto: Daniel Fernandes
A volta foi tranqüila, até melhor que o esperado. Enquanto esperávamos o ônibus passar, um rapaz de muita boa vontade nos ofereceu carona até o Recife, não pensamos duas vezes, e fomos os cinco. Detalhe, o cara tem casa em Itamaracá, Porto de Galinhas e no Cabo de Santo Agostinho, e não é que ele ainda tentou me alugar uma!?  
Maria Farinha (crustáceo) Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes

3 comentários:

  1. Seu texto realmente ficou muito bom! As fotos então... incríveis!
    Parabéns!

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  2. Hahahaha, ficou otimo teu texto, mas pense numa viagem!

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  3. re-comentando, após o queima q o blogger me deeu..rsrsrs
    Mário, seu texto ficou muiiito bom e como comentei contigo o olhar profissional também caiu mt bem! esperando o próx. post!

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