quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Raízes... ? !


Desde meu último post, já me passou pela cabeça em escrever umas duas ou três vezes, mas vontade do mesmo jeito que chegava, ia embora.
Mas hoje depois de uma aula de Empreendedorismo na faculdade, o vídeo apresentado pelo professor me animou em escrever algo!
Imagino que muitas pessoas já leram o livro “Quem mexeu no meu queijo?”. Lembro que o li alguns anos atrás, mas confesso que não lembrava de muita coisa dele até essa terça de manhã (15/02).
Preciso fazer um resumo? Bom, para os que leram, pode pular os dois próximos  parágrafos... os interessados em saber a respeito do livro... 

“O livro conta a história de 2 duendes e 2 ratinhos, que todos os dias saiam a procura de queijo por um grande labirinto. Depois de alguns dias de procura, eles encontraram um local que havia muito queijo. Sendo que com o passar dos dias o queijo foi reduzindo até que finalmente acabou. Os ratinhos que já vinham observando as mudanças com a quantidade do queijo que havia, quando todo o estoque acabou, logo partiram a procura de novo queijo pelo labirinto. Já os anões, assim que perceberam que não havia mais nada para comerem, nada fez a não ser reclamar e reclamar.
Os ratinhos, após alguns dias procurando novo queijo, logo encontraram uma nova mina de queijo. Novinho! Passado algum tempo, um dos duendes decidiu sair a procura de mais queijo, pois não agüentava mais ficar naquela situação, e assim fez. Após de um bom tempo procurando, encontrou um recipiente onde havia queijo, sendo que também já estava fazia, restando apenas algumas poucas migalhas. Este recolheu o que pode e levou para o outro duende com o intuito de alertá-lo de que havia mais queijo, bastava sair a procura. Mas ele nada fez, decidindo continuar onde estava. O outro duende saiu novamente com o intuito de finalmente encontrar um novo queijo, e assim conseguiu!”

Bem, imagino que você deva estar se perguntando... “Sim, e o que o livro tem a ver com seu blog sobre suas lembranças?”. Vou tentar me expressar!
De uns sete anos pra cá, quase todos os dias alguém me pergunta: “anda por onde?”, mesmo a pessoa sabendo que atualmente resido no Recife há pouco mais de um ano! Mas até entendo bem o porquê dessa pergunta... Nunca fiquei mais do que seis meses em algum lugar! Exceto é claro em Goiânia/GO, pois como tenho por família lá e que me faz querer ficar um pouco mais.
Dos meus dezesseis anos até meus atuais vinte e seis anos já morei em muitos lugares... Uruaçu, Planalmira (colégio interno), Pirenóplis ( 2 anos sendo que vivia fugindo para Brasília e Goiânia), Brasília, Curitiba, Palmas, Belém, Salinópolis, Aracaju e agora, Recife. Deixar bem claro, não sou procurado pela polícia e tão pouco fiz nada de errado em algum lugar desses!
Então, porque que eu nunca paro? Dez cidade em dez anos já está bom para criar raízes em algum lugar, não? Sinceramente? Ainda não sinto isso! Mas sei que logo vou ter que fazer ou até me obrigar a fazer isso. Aliás, acho que já comecei a colocar em pratica! Moro há um ano e três meses no Recife, e devo continuar por aqui pelo menos mais uns três anos...
Nas demais vezes que andei viajando por ai, cada um teve seus motivos... Família, trabalho, amores (tem que ter!). Mas também tive a experiência de realização de um desejo, não quero dizer sonho, pois logo acabei desistindo dele, uma das poucas coisas que me arrependo na vida. Mas cada um deles pude aprender algo que se eu levar a sério, posso superar muitas coisas. Enfrentar medos, correr atrás dos meus sonhos e fazer o possível para realizá-los, que é praticamente o momento em que estou vivendo.
Então porque tantas cidades? Sempre estou em busca de algo novo. Não gosto de rotinas, e quando começo a perceber que ela está se aproximando, me esforço para mudar e me adaptar com isso. Até que percebi que mudar de cidade eu estaria mais fugindo da realidade, dos meus medos e não os encarando como eu deveria fazer. E se for para ir para outra cidade novamente, com certeza será para continuar por algo melhor... dar continuidade nessa grande jornada que se chama vida! 
Posso dizer que no momento estou no lugar onde quero estar! Mas não vou afirmar e nem tão pouco quero, dizer que estou no lugar que ficarei para sempre, pois por mais que eu tente dizer que estou fincando minhas raízes, na verdade só estou em um pequeno vaso, onde daqui há alguns dias (meses, anos), logo será removido para um vaso bem maior. Para quem sabe um dia abandonar os “vasos” e finalmente ir para a terra e me transformar em uma grande árvore.  

 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vamos para Filadélfia?


Depois de longos anos sem praticamente não escrever nada, só na vontade... Voltar a praticar isso seria algo interessante, até mesmo para transparecer.
Então, o que escrever? Eis a questão... pensei, pensei, conversei a respeito, li alguns livros, e no final cheguei a conclusão. Que tal falar (escrever) sobre minhas viagens? Mas pensei,  minhas viagens não chegam a ser grandes viagens, só pulei um pouco de um estado para outro. Ainda não fui para fora do Brasil (apesar de muitas pessoas me perguntarem por que não fiz isso ainda), não sai em nenhuma expedição para encontrar meu eu, apesar de que sei que aprendi uma ou muitas coisas em cada lugar que já estive.
Mas, vamos lá, só quero antes alertar... Nunca fui um dos melhores alunos de língua portuguesa, então não repare se por ventura encontrar um ou vários erros gramaticais, faz parte e não estou aqui para dar uma de “intelecto da gramática”. 
Para início de conversa vamos fazer uma breve viagem para um município lá para as bandas do Maranhão e Tocantins, quando eu tinha uns... 4 ou 5 anos, se não for isso chega a ser perto! Sabe como é, a idade vai chegando, e com isso a memória também!
Eu, minha mãe, irmão e alguns amigos (da família), alugamos uma van e seguimos rumo a um lugar chamado Filadelfia. Ok, vamos conhecer um pouco lá, antes de seguir adiante...
“Fundada em 1951, Fíladélfia tem seu nome originado do seu fundador, o senhor Filadélfio Antônio de Noronha e seu primeiro prefeito foi o senhor Dotorveu Maranhão Machado' um dos pioneiros da cidade. Pacata e ordeira, Filadélfia fica localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, onde faz fronteira com o estado do Maranhão, do outro lado do rio está a cidade de Carolina. Filadélfia é uma cidade turística. No interior do município está localizada a Reserva Estadual das Árvores Fossilizadas, que apresenta o maior número de árvores petrificadas já descobertas no planeta. Outro fator que atrai os turistas é a praia fluvial, que se forma no Rio Tocantins nos meses de estiagem, fazendo com que a população aumente consideravelmente com a presença de turistas.”  By Wikipédia (claro!)
Bom, sabe essa praia? Pois é, é sobre ela que irei contar...
Lá estávamos todos se divertindo, meu irmão saiu e eu atrevido e atentado como eu era, fui atrás. Sempre que me aventurava a andar pela praia, sabia voltar devido uma canoa que estava atracado na areia. E lá vai eu atrás do meu irmão, até que ele sumiu! E não foi só ele, a canoa também!
O que fiz? Mantive a calma, respirei fundo, dei uma estudada no local, analisando bem a área em que estava e sempre pensando positivo... “eles estão aqui, não se desespere!”. Vai sonhando!
Danielzinho desesperado soltou o berro! Acho que é a primeira coisa quando uma criança faz quando sente que está em apuros... “Mãeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhh, buá!!!”. Por sorte, alguém me pegou pelos braços, me levou para... não lembro se era um palco, ou era alguma coisa de salva vida, pois era bem alto.Só lembro do “tiozinho” perguntando meu nome (apesar de eu ter entrado na escola com 2 anos, só fui aprender a falar bem lá pelos 5 anos, só meu irmão sabe quantas vezes ele foi chamado para traduzir o que eu falava), devo ter falado direitinho, apesar do choro, mas logo vi que minha mãe surgiu no meio daquele povo que estavam aflitos com a minha situação (jura NÉ!). Todos aplaudiram (não estava sonhando), me entregaram para minha mãe, ganhei um caloroso abraço, gostoso como só ela sabe dar (até hoje).
Sei que depois desse dia nunca mais dei uma de “vou ali, e sei que consigo voltar por causa disso ou aquilo!”. Pelo menos fiz isso até meus 8 ou 9 anos. Depois dei uma de louco, dos porra louca mesmo, mas isso é algo que devo documentar por aqui pelos próximos dias!
Praia de Filadélfia