segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estará sempre em nossos corações...

   Post anterior comentei sobre minha rápida viagem à Goiânia no início do mês. Um dos acontecimentos foi a morte da minha avó... 

   Bom, este e creio que o próximo post irei falar sobre duas pessoas que já se foram... 

   Posso dizer que minha "vida cigana" começou com a cia da minha avó, Dona Maria, como por muitos era conhecida. Para os netos, só podiam chamá-la de mãezinha, com direito resposta se lhe chamasse de "vó". Para os filhos e filhas (12 no total), apenas mamãe.
Meu irmão, vô Mundico, Tia Vilma, Eu, e mãezinha (1994)
   Acho que minha primeira viagem longa foi para Goiás, pois tinha uma mancha e os médicos acreditavam que só tomando banho nas águas mornas da região de Caldas Novas eu melhoraria. Acho que deu resultado, pois não lembro dessa mancha. A única que tenho hoje, ganhei graças a uma aranha que dormiu comigo e fez um estrago no meu pescoço! Sou obrigado a escutar piadinhas de que não lavo o pescoço, nem preciso dizer que quem começou foi meu irmão. 

   Minha avó sempre me levava para suas viagem para Açailândia/MA, cidade próxima da que nasci e morei até meus 12 anos, Imperatriz. Inúmeras foram as vezes durante minha infância que ela me levava para lá. Algumas vezes íamos de ônibus, outras numa "carona" com o fornecedor de cigarros da mercearia que ela e meu avó tinham até uns anos atrás. Eu adorava! 

   Quando não era para a cidade, nosso rumo era para a "roça". Em uma caminhonete sumiamos mata adentro até a fazendo de um tio. Se não estou enganado, eram quase ou mais de 2 horas em cima daquele carro. Fazíamos isso pelo menos umas 4 vezes ao ano. Não lembro quando foi nossa última viagem juntos pra lá, mas creio que eu já tinha meus 10 para 11 anos. Foi quando eu matei uma cobra e posei para fotos com ela e tive um encontro nada interessante com um lobo-guará. 

   Tenho vagas lembranças de todos meus dias por lá... Lembro que eles contavam muitas histórias de onça, caça e eu sempre ficava receoso de no meio da noite, de surpresa algum bicho aparecesse. Bom, lá era da seguinte forma. Havia uma pequena casa com uns 3 cômodos. E na frente uma área grande coberta, que passado os anos aumentaram a casa pra frente (eu acho, nunca mais tinha voltado por lá mesmo). Dormíamos em redes. Ou seja, DanDan ficava lá fora dormindo com todos os outros, pois no quarto que havia dentro da casa, só dormia meu tio e sua esposa.  

   Em Imperatriz fui meio que criado pela minha avó. Sim, ela foi mais uma das minhas mães que tive. Meus dias eram dividos entre a escola, minha casa, a casa do Rocinha (próximo post) e a casa da minha avó. Quando meu avó se embrenhava mato a fora para caçar, eu sempre era o escolhido para dormir lá com ela. Já nem precisava de aviso. Vovô (Seu Mundico, até hoje não sei o porque desse apelido, o nome dele é Raimundo) ia caçar, Daniel já se organizava para passar as três próximas noites na casa dos avós. Nem em casa eu aparecia. Minha avó fazia questão que fosse eu, só eu! Não vou mentir que depois de uns anos, aquilo me deixava meio irritado e implorava para que fosse outra pessoa. Mas no final acabava indo. Mas vou contar o motivo de não querer ir. Minha avó dormia muito cedo e eu queria ficar mais tempo na rua... 
    Minha mãe sempre morou próximo da casa da minha avó. Então isso sempre facilitou que eu praticamente morasse lá com eles. Aliás, até meus 4 ou 5 anos, morávamos com eles. Família quase toda reunida. Casa grande, cabia todo mundo lá. Bons tempos... Lembrei agora de uma festa de bodas de ouro que fizeram para meus avós... Só lembro das fotos. Eu era muito pequeno.

   Em 1997 fui morar em Uruaçu/GO, voltando para o Maranhão em 1998 e ficando por lá até julho de 2000. Nesse período não fiz mais nenhuma viagem com minha avó. Mas sempre fiquei na casa dela. Saia do colégio e seguia para a casa dela. Saia da igreja, e ficava por algumas horas lá com eles. Minha avó na cozinha ou cochilando. Meu avó na mercearia. Eu deitado no sofá zapiando na televisão. Por falar em cozinha. Antigamente minha avó fazia muita broa de nata. Eu amava aquelas broas. Juntavamos por semanas a nata do leite para numa tarde no decorrer da semana, juntar tudo e fazermos as broas que comia mais a massa do que arrumava elas para assar. Mãezinha sempre falava: "Dani, pára de comer, senão não vai sobrar nenhum!".

   Em julho de 2000, voltei a morar em Uruaçu. Foi quando comecei a perder contato com meus avós. Em 2001 no colégio interno, sempre ligava (a cobrar) e ficava conversando um pouco com meus avós. Logo fui para Goiânia. Comecei a viajar e viajar. Fui perdendo de vez contato com eles, e outras pessoas que eu era próximo. Até então nunca mais voltei no Maranhão.
      
Vovô e Mãezinha
   No ano de 2007 e 2008, devido umas viagens longas que fiz para o Pará, consegui voltar por lá. Foi estranho. Antes de seguir para casa da minha tia, passei na casa dos meus avós. Passei uns 10 minutos parado do lado de fora conversando com meu avó que até então não lembrava quem eu era. Minha avó... em momento algum lembrou que eu era (...) me confundindo com outros netos e bisnetos. 

Niver de 93 anos (17/12/10)
    Em 2007, cheguei a visitar outras vezes meus avós. Em 2008, fui meio que obrigado depois do meu avó reclamar, me chamando de neto desnaturado. Sei lá, era estranho pra mim estar na frente de uma pessoa que tanto fez parte da minha vida, e agora não lembrava de mim. Tentava buscar em suas memórias mais profundas alguma vaga lembrança nossa. Dava vontade de gritar.... Sou eu, o Daniel! Aquele que não lhe deixava, dormia com a senhora nas noites que vovô ia pra caça. Aquele que a senhora fazia questão de fazer broa. Aquele que ia em suas viagens pra roça. Que a senhora sempre dava conselhos. Ria. Chorava. Contava histórias. Brincava. Dava umas surras... rs Me sentava em seu colo e ficava me jogando pra cima, e eu caia na gargalhada. ( pausa... lágrimas caem... ). Acabei não aproveitando meus dias com minha avó. Não sabia (apesar de já esperar), que aqueles fossem nossos últimos dias. E mesmo não lembrando de mim, todos os abraços que recebi dela, foram como como os outros. Forte. Sincero. Cheios de ternura. Paz.

Tia Vilma, Mãezinha e minha Mãe!

   Minha avó morreu aos 93 anos. Casada por 71 anos. Criou 12 filhos. Só não vou falar quantos netos e bisnetos ela tem, porque nossa árvore genealogica é bem grandinha. Mas tenho certeza de que ela descança em paz. Durante todos esses meus 26 anos, ela recebeu muito amor de cada um de nós, estando perto, longe. Tendo muito contato ou sem nenhum por anos. 
   Mãezinha, onde quer que esteja, cuide de nós. Que sua paz transbore para todos nós seus filhos, netos, bisnetos e aos que ainda estão por vir, que não terão a oportunidade de ter conhecido, vivido com a senhora. Terei sempre minhas boas lembranças de tudo que vivemos. Estará presente dentro de nossos corações.

2007 





quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eh Goiânia, não deu para segurar a barra então eu voltei!


Faziam 16 meses que não aparecia em Goiânia, e voltar depois desse tempo todo foi ótimo! Apenas o curto prazo de tempo que não foi dos melhores, mas... foi de grande valia!
Pç Botafogo e Av. Anhaguera. Vista da Janela do quarto de Mannu.

Saí do Recife na sexta a noite, chegando em Goiânia quase meia-noite. No trajeto, escala em Brasília. Recebo ligação da minha mãe com uma notícia nada legal. Minha avó que já estava internada desde domingo, quase se foi na noite anterior. Senti algo horrivel. Logo comecei a chorar, me controlando aos poucos, com o avião já no ar.
Chegando em Goiânia, meu amigo atrasou um pouco para me apanhar. Enquanto isso, ligar para os amigos! Detalhe que muita gente me acompanhou via SMS’s minha ida e vinda. Acho que eles nunca receberam tantas mensagens minha no mesmo dia. 
St. Bueno. Vista da varanda do ap de Fausto.

 Primeira refeição? Não resisti e já pedi “VAMOS PARA O BAPI!”. Adoro qualquer tipo de refeição dali. Só os presos que estão um tanto mais “salgado”, mas delicioso como sempre. Os sucos, sem comparação, o melhor de todos. Risoto com tomate seco, salada, filé de salmão e suco de uva com côco. Retornei ao Bapi algumas outras vezes, até mesmo porque não sei quando terei o prazer de comer lá de novo! Aqui no Recife infelizmente não tem a franquia deles.
Por falar em comida, sábado comi em um novo restaurante vegetariano. Não lembro agora o nome, mas fica na T-38. Gente... que comida é aquela? MARAVILHOSA! E mais, super barata e com um atendimente perfeito. Você come muito e paga apenas R$ 11 pela maioria dos pratos. Para que é adepto de comida vegetariana e more em Goiânia, não deixe de fazer uma visitinha e degustar muito.
Mannuuu
Stephany.
 No sábado tive a oportunidade de rever duas amigas. Manoela, que esta de repouso por ter feito recentemente uma cirurgia. Foi ótimo revê-la e ela adorou o bolo de rolo que levei! Depois fui comer sushi com a Stephany. Papo vem, papo vai... chegou a hora dela ir, e eu segui para o cinema. Rio em 3D e logo em seguida Vip’s.
Domingão morguei na frente da tv! A noite fui para um show no Martin Cererê, que foi maravilhoso. Reencontrei com minha diva Valéria Costa. Linda e simpática como sempre. Peguei ela desprevinida assim que chegou na casa, acompanhei até o camarim e ainda tiramos uma fotinha. Tem que ter né? 
Eu e Valéria Costa
 Apesar do atraso de uma hora, foi perfeito. Subiu ao palco cantoras que ainda não conhecia e virei fã. Como a Grace Ventura. Uma que não via a anos, a Guida. Uma que já trabalhei com ela no teatro, mas ainda não conhecia pessoalmente seu trabalho como cantora, a Débora Sá. Outra que só conhecia na tv, e ao vivo melhor ainda, a Claúdia Vieira. 
Grace Ventura, Guida e Claudia Vieira
Claudia Cieira, Valéria Costa e Débora Sá.
 Segunda chegou, encontrei com meu amigo Júnior, altos papos! Fui no IF resolver sobre minha transferência que não deu certo ainda. Minha mãe vai ter que fazer pra mim. Encontrei a Beibe na facul. Final do dia o céu caiu em chuva e acabei trancado em casa.
Terça. As horas voaram. Não fiz nada. Fiquei a toa pela casa de minha tia com os pirralhos tirando fotos! 

A viagem foi ótima. Conexão de 2 horas em Brasília que passou voando. No avião fiz amizade com uma senhora daqui do Recife muito gente boa. Gravei uns videos de decolagem e aterrisagem. A escala em Campina Grande foi tão rápida quanto o vôo de 18 minutos até chegar no Recife.
No aeroporto, Felipe Aurélio já estava a minha espera e logo chega Milena! Adorei a surpresa.
Viagem corrida. Poucos dias. Não vi minha mãe. Nem vi 25% das pessoas que gostaria. Mas foi útil. Precisava me desligar um pouco. No domingo recebi a notícia que minha avó faleceu no sábado. Como meu credito estava pouco, minha mãe não conseguiu me avisar no sábado. Evitei pensar no assunto o máximo que pude... Estou bem.   

PS: Videos >>>

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Te amarei mil vidas se preciso for...

Em 2001 sai do colégio interno (IABC) e fui morar em Goiânia, após uma leve estadia em Brasília (só 3 meses). Uma noite, fui para um boteco e de lá me levaram para uma festa particular na casa de um amigo do amigo de um amigo... confuso né? rs 

Festa vai, bebida vem e muita conversa com o vaso (os outros, eu não), fui apresentado a um cd e então foi amor a primeira vista! Vista mesmo, pois escutar só no dia seguinte. Esse amigo do amigo do amigo, tinha dois cds da Valeria Costa, já conhecia uma música que sempre escutava no rádio nas minhas fugidas para escutar música que não fosse adventista. Ai curioso como sou, ele notou minha nova paixão e falou: " se quiser pode ficar, tenho outro igual e ambos autografados". A festa me rendeu bem! Ajudou a ser um grande "Ponto de Partida".

 Quando voltei para casa, fui direto para o som, dei play no cd com direito a som alto. MUITO ALTO. E o amor que até então era apenas "a primeira vista", se tornou desde então, "amor a primeira audição". Primeira, segunda... milhionéssima vez! A partir então passei a ser um fã assíduo. Só nunca tinha conseguido ir a um show dela! 

Em 2002 começou uma sucessão de viagens. Moradias... Uma delas, foi quando finalmente passei a morar sozinho! Completei meus 18 anos e com isso veio um convite para morar em Pirenópolis. Bom, não vou falar de lá agora, pois terei o prazer de fazer isso em post futuros.

Chegou setembro de 2003 e um dos artistas convidados para cantar no Canto da Primavera daquele ano, foi ela! Meu primeiro show... não vou esquecer. E olha que por muito pouco quase que não ia, pois um dos meus amigos que estavam hospedados lá em casa "fez a gentileza" de levar uma queda e torcer o pé, com isso, todos fomos para o hospital. Chegamos na Rua do Lazer o show já havia começado. E lá estava Valeria Costa. Linda! (fã puxa saco é foda!) E com o pé torcido! Show perfeito, cantei todas as músicas, exceto pelas novas que seriam lançadas em breve em seu segundo cd, titulado como "Primeiro Ato".


Em 2004 voltei a morar em Goiânia, comprei o cd, mais um para a coleção! Em 2005 morei em Curitiba e em Palmas e claro, levei esses cds comigo e apresentei para o máximo de pessoas possível. Final do mesmo ano, voltei para Pirenópolis onde fiquei até julho de 2006, fui para Brasília onde permaneci por mais dois meses. Depois voltei a morar em Goiânia. Sempre volto para Goiânia. 

Existe um trocadilho que diz... "quem bebe da água de Goiás, sempre volta".  Quem sou eu para dizer o contrário!

Virada do ano de 2005 para 2006, tive o prazer de encontrar com Valéria Costa em Pirenópolis. Ela não estava cantando! Estava reunida com uma turma de amigas festejando a virada do ano. Única coisa que me arrependo, é que não estava com câmera! E olha que ela ainda me aconselhou: "vai em casa e pega ela, uai!". Não vou entrar em detalhes... Mas foi ótimo, nem sei se ela se lembra desse encontro.

Em agosto de 2006, Valéria Costa gravou seu primeiro DVD com o título "Cada Movimento". Na época estava em Brasília. Foi meu período desligado do meio e só fui saber da existência do DVD em dezembro quando foi lançado. E adorei! Sai no meio do meu expediente para comprar o DVD. Ow, quem não tem, vale a pena ter em casa, pois é maravilhoso. Além de músicas já conhecidas, as inéditas são lindas e as regravações bem escolhidas.


Entre os anos de 2007 a 2009, tive a oportunidade de ir a mais 5 shows! Todos fui embora sem voz. O primeiro foi no antigo Omelete Club quando ainda era no St. Oeste. Fui com meu caro amigo João Paulo, mais conhecido como Jhompa! O show foi perfeito, Valeria sempre carismática e me rendeu boas fotos tanto do show, como com ela, tenho que tietar, né?! Final do show, após algumas biritinhas, meu amigo acabou indo embora e me esqueceu. Bom que teve uma boa alma que "fiz" amizade (aquela noite - Show de Valéria uni as pessoas) e me levou para a casa e tive uma noite para "posar".  Jhompito levou minhas coisas! Valeu Handa! rs

Quando voltei do Pará e de Aracaju (levei dvds e dei de presente pra um monte de gente), fui no segundo, era festa da "Domingueira", nem sei se esse lugar ainda existe. Mas esse foi memorável! Passei 3 dias de cama, com febre alta... Minha garganta estourou (nem sei se isso é possível). Gritei muito, bebi muito, gritei mais ainda, cantei todas... e no final ainda fui parar atrás do palco para um papo e claro, fotos! Infelizmente não tenho mais essas fotos. Mas foi realmente perfeito! E ainda de quebra ganhei uma amiga, Fernandinha que mora em Curitiba.

Meu terceiro show, foi o primeiro acústico. Outro show no Omelete, sendo que dessa vez já em casa nova. Omelete Mix. Passei uns três dias convidando um monte de gente. E que bom que todos foram e a casa estava cheia. Show de Valéria é sempre assim. Muito, muito cheio! 



Penúltimo show, maio de 2008, aniversário de Valéia Costa! Lindo! Perfeito! Esse eu me comportei direitinho, fiquei ali no cantinho cantando só para mim. No final, não fiquei para fotos, comprei mais uns dvds para levar para a próxima viagem. De volta ao Pará! Ah, meu aniversário desse ano Valéria cantou na abertura do show de Jorge Versílio, mas infelizmente quando eu entrei no teatro, ela já havia cantado...

Em 2009, Valéria fez alguns projetos, mas em nenhum deles deu para eu ir. Faculdade, trabalho e obrigações não ajudou muito. Mas, como nesse ano só fui viajar no final do ano aqui para o Recife, tive a oportunidade de ir para um show que teve na PUC, aniversário de 50 anos. Me despedi de Valéria ai. Depois nunca mais. 



Ano de 2010 chegou, no auge da minha separação, Valéria Costa lançou seu 4º cd, Intuição. Posso garantir que uma de suas músicas ajudou muito com a reconciliação. Eis a música...

.Música: Intuição - Valéria Costa (video)
(Valéria Costa/Alessandro Lobo/ Bruno Costa)
Se não há nada por fazer, se não há nada falar.
Podia ao menos me dizer, que ainda acredita em nós.
Se eu puder te convencer, a se entregar a essa paixão.
A gente pode ser feliz, essa é a minha intuição.

Eu não vivo de passado, te quero como for.
Não dirijo a minha vida, olhando só no retrovisor.

Eu não desisto de você.
Sexto sentido de paixão.
Esse amor vai sobreviver.
Se renda a minha intuição.

Ainda não tenho o cd, até mesmo porque ele não é vendido nacionalmente. Encontrei o "Primeiro Ato" na Livraria Cultura, mas quando fui tentar comprar o último, não foi possível. Mas, todos os cd's de Valéria Costa estão disponíveis em seu SITE, há também fotos de shows, trabalhos publicitários, entre outros. 

O bom é que hoje, dia 8 de abril, estou viajando para Goiânia, depois de 15 meses sem "dar as caras"por lá e no dia 10 haverá show! E claro que não vou perder... Então, quem estiver em Goiânia esse final de semana, domingo haverá apresentação não só de Valéria, mas de outros artistas goianos no Martin Cererê. Saia de casa e vá prestigiar bons artitas!

E com toda certeza ficarei um pouco mais, pois ei de tirar mais umas fotinhas com minha DIVA! Espero que ela leia esse singelo blog, minha homenagem a essa artista que há muitos anos faz parte da minha vida. E adoro quando ela me responde no twitter! 

Val, obrigado por tudo e pode ter certeza de que "te amarei mil vida se preciso for..."




PS: Além do site, Valéria Costa tem perfil no FACEBOOK e no TWITTER. Segue lá! E claro, conheça mais de Valéria Costa

 PS²: Fotos de arquivo pessoal e gentilmente "cedidas" em seu site.

PS³: Fazia tempo que não entrava no perfil de Valéria no twiiter, e achei ótimo saber que a frase que tem lá, é a mesma que escolhi para título desse post!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mar, prazer... Daniel!

Aproveitar que nessa semana se comemora aniversário da cidade de Curitiba e relembrar alguns bons momentos que passei por lá. Cidade que amei minha estadia, e que um dia ainda pretendo voltar a morar lá. Ou pelo menos passar um bom tempo...

Como contei no post anterior, fui para Curitiba de supetão, não tinha me programado! Simplesmente me deu vontade, tava com uma grana razoável para me sustentar por algum tempo. Comprei as passagens e sumi para o sul. Não conhecia nada e nem ninguém.

Fiquei hospedado na casa de pessoas que havia conhecido há alguns dias pela net, passei apenas um mês por lá, agradeço de coração a estadia. Foi uma grande ajuda. Apesar do trauma com as aranhas! Logo fui para uma pensão no centro da cidade.

Meu segundo dia em Curitiba decidi sair para conhecer um pouco da cidade, segui para o centro. Era noite. Ao passar pela frente da rodoviária, brinco com meus pensamentos que bem que poderia entrar alguém conhecido. E não é que entrou? Finalmente conheci um grande amigo que mora no interior, já tinha anos que conversavamos, mas até então, só no virtual. Foi interessante, e no momento que nos vimos, foi como se nos conhecessemos realmente há anos. Fui salvo por ele, pois acabou me deixando nos lugares que pretendia ir. Em meus planos, já havia me programado  para visitá-lo em duas semanas, mas depois desse nosso encontro casual, adiantei para o fim de semana e lá fiquei por duas semanas, que foram perfeitas!

Praia Mansa - Caiobá/Matinhos

Em primeiro lugar, eu não conhecia o mar até então. Apesar de ter nascido no Maranhão, fui conhecer o mar lá no Paraná. Mais precisamente no município de Matinhos. Quem tive interesse em conhecer a história da cidade e seus pontos turísticos, segue o link com todas as informações:  CONHEÇA MATINHOS/PR
Eu e o Paullo
Chegando em Matinhos, fui para casa de Paullo onde pude conhecer sua mãe, alguém que posso dizer sem puxando o saco ou puxando completamente, uma das grandes e inesquecíveis pessoas que vou lembrar sempre na minha vida. A noite, saímos para que pudesse me apresentar um pouco a cidade. Parada para um lanche e depois a orla da cidade. Sinceramente, fui prático e fiz algo que todo mundo faz ao chegar no mar... meter o dedo na água e depois na boca! Realmente o mar é salgado, muito salgado! 

No dia seguinte, já sozinho, sai a procura de sabonete. Andei, andei, andei... acabou sendo mais uma desculpa para sair de casa e explorar um pouco da cidade. Minha caminhada acabou me levando até a praia. Não resisti e tirei a camisa e o chinelo e sai caminhando pela areia, sentindo as ondas nos pés... Há muitos anos já vinha sonhando com essa sensação, e ainda hoje, é algo que adoro fazer. Caminhei muito!

Chegando a um certo ponto, parei e comecei a observar. Eu tinha que entrar na água. Sentia essa nescessidade. Mas, meu receio era grande, sei lá como é que fazia isso (quanta inocência), ficava lembrando o que um primo me disse quando erámos bem novos... "a onda vem e te puxa para o fundo". E la sentei na areia e olhava as pessoas de longe entrando e saindo da água. Se jogando nas ondas. E lá vai eu... "é simples, é só entrar".  

Alguns passos e dava uma paradinha. "Passou da canela, tô vivo!". Caminhei mais um pouco, me empolguei. Fiquei de costas para o mar. Quando viro fui surpreendido por uma onda que não era nada pequena e fraca. A felicidade era tanta que tava de boca aberta. Resultado? Acho que tenho sal daquele dia até hoje no organismo. Sem falar que tropecei e cai devido a força da água. Fui batizado!!!
Guaratuba, ao fundo, praia mansa em Caiobá - Matinhos
 Desde então, mar se tornou meu vício. Uma das grandes influências por ter me encantado por Pernambuco é o mar daqui. Apesar de que eu sempre tenho um receio e dos grandes quando entro na água. Mas... não é de PE que estou escrevendo.

barco na Praia Mansa - Caiobá/Matinhos
Minhas duas semanas foram bem proveitosas. Adorava andar de bicicleta a noite pela orla, indo até Caiobá, ficar sentado na area a noite, curtindo o som das ondas longe. Tomar meu café da manhã com a companhia de Ira, horas conversando admirando a natureza que tinhamos a nossa frente. Ia muito a praia, tanto na parte de mar aberto, quanto na baia, que tem uma vista linda para Caraguatatuba. E o passeio de balsa é uma recordação que não vou esquecer nunca. A vista é linda. Passeio recomendado a quem estiver por aqueles lados. 

Baía de Guaratuba, travessia de balsa.
Sai de Matinhos com saudades. Do lugar, das pessoas que pude conhecer por lá. Há alguns anos que prometo que irei aparecer, mas nunca cumpro. Acabo viajando para outros lugares. Já sinto necessidade de rever bons e velhos amigos. 

Baía de Guaratuba 






  


domingo, 20 de março de 2011

Eu e as aranhas...



Hora de voltar ao passado, dessa vez convido a todos a embarcarem para o ano de 2005 quando decidi ir passar uns dias em Curitiba, Paraná!
Minha viagem para Curitiba foi totalmente de última hora, não havia planejado bem o que iria fazer por lá! Fui demitido da antiga BrTelecom, dois dias depois que peguei o dinheiro do acerto, virei para minha mãe e disse:
- Mãe, amanhã estou indo para Curitiba!
E assim fiz! Durante a viagem conheci algumas pessoas, entre elas, se destaca a Shirley e seus seis filhos. Sendo que dela ei de falar em outras oportunidades, pois vivi muitas coisas com ela, que sempre me faziam rir muito! Aliás, ela foi meu braço direito e esquerdo enquanto estive por lá!
Jardim Botânico

A cidade de Curitiba localiza-se na região sul do país, capital do estado do Paraná. Fundada no ano de 1693, recebendo o título de capital da província do Paraná no ano de 1853, desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas, manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos, que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje. (Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Curitiba)
Mas, não falarei sobre a cidade e seus belos pontos turísticos, mas sim sobre um grande pavor que tenho... ARANHAS! Quem me conhece sabe bem, que até aquelas de jardim já me fazem suar frio!
Uma vez, há muitos e muitos anos atrás, acordei cedo num domingo e enquanto não chegava a hora de ir para a missa, fiquei assistindo uma reportagem sobre aranhas marrons em Curitiba... Algo que com o tempo praticamente me esqueci de tudo, exceto que, Curitiba tem muitas aranhas marrons. Mas o êxtase de viajar para uma cidade que sempre foi um dos meus “Daniel dreams”, me fez esquecer de tudo.
“Cada fêmea da aranha marrom bota ate 130 ovos por vez. Geralmente elas atacam quando pressionadas contra o corpo da vítima, que ocorre geralmente em casa, nas roupas, toalhas, sapatos e na cama. Gostam do clima quente, úmido e temperado. Só na América há mais de 50 espécies conhecidas. Somente de 12 a 24 horas após a picada (que é indolor) o veneno começa seus efeitos no corpo (a variação do tempo de ação do veneno existe pelo fato de que alguns organismos são mais fortes que outros).  Os efeitos do veneno, inicialmente são: Inchaço. Bolhas no local. Necrose (morte do tecido). Dor no local. E após algum tempo se não houver a aplicação do antídoto: Boca seca. Urina escura. Sonolência. Em alguns raros casos pode ocorrer anemia hemolítica (destruição das hemácias) e ate coagulação do sangue. A aranha marrom é comum principalmente no Paraná, local que apresenta clima favorável a sua proliferação. O soro deve ser aplicado após a percepção dos sintomas ou, se possível, logo após a picada. Os nomes dos soros são: antiloxoscélico ou o soro antiaracnídeo.”  (Disponível em 20/03/2011; Texto de Thais Pacievitch // http://www.infoescola.com/aracnideos/aranha-marrom).
Aranha marrom - foto : Rodrigo Menezes (http://meiobit.com/33487/arriscando-a-vida-por-uma-foto/)
Foto: Jornal da Povo (Jornal da Bahia) - http://www.jornaldapovo.com.br/noticia.php?id=3325
Chegando em Curitiba, fiquei hospedado por algumas semanas no apartamento de algumas pessoas que havia conhecido recentemente pelo meu antigo fotolog. Sou grato a eles! E foi nesse apartamento que fui apresentado às minhas queridas aranhas...
Em muitos apartamentos existem aqueles guarda-roupas embutido nos quartos, e lá no que eu dormia havia um. Se bem que aquilo ali era mais uma mansão para elas!
Meu segundo dia no apartamento decidi fazer uma faxina nesse “guarda-roupa”, com o intuito de arrumar uma vaguinha para guardar minhas coisas, assim que abro as portas, já estremeço ao ver umas coisinhas secas, que estranhei achando que era umas aranhas fininhas que sempre vi e que também sempre temi. Engoli o medo, e me joguei no guarda-roupa, com pano em uma mão e um “mata inseto” na outra! Resultado? Nunca vi tanta aranha reunida em um lugar só... Rezava e pedia “Não pulem em mim”, isso porque até então eu jurava que eram umas “aranhazinhas” que não faziam mal algum. Chegou um momento que cansei, tinha aranha demais!
A noite chegou, já tinha me esquecido das “maleditas” quando surgiu o assunto na televisão e então descobri que minhas companheiras, eram aranhas marrons! Reação? Passei por alguns segundos me sentindo um arco-íris, mudava de cor a cada segundo! Tremi, suei frio, cocei a cabeça, torci o pescoço, estalei os dedos e logo veio a frase em minha mente: “Se ferrou Daniel!!!”. Viajei em minhas memórias, a reportagem que assisti aos seis anos veio toda na minha cabeça.    
            Sempre tive dificuldade em dormir com a luz acessa, mas desde então só dormia no claro, acreditei que, como elas possuem hábitos diurnos, com a claridade elas pensariam (o que o medo não faz...) que é dia e não sairiam para me fazer uma visitinha na cama. Me cobria da cabeça aos pés e tinha ao lado um SBP como arma! Jura NE????E assim foi até o dia que sai do apartamento e fui morar em uma pensão no centro.
            Para ter uma despedida a rigor, um dia antes de me mudar para a pensão, fui passar o dia em Joinville, Santa Catarina. Acordei cedo, pois ia de carona com um amigo. Enquanto esperava dar a hora de sair, decidi arrumar algumas coisas. Eram cinco da manhã. Peguei a mala, abri todas os bolsos. No último, soltei a bolsa no chão e dei um grito que os meninos saíram assustado dos quartos. Imagino que devo ter acordado outras pessoas no condomínio também. Enfim, lá estavam duas aranhas dentro da minha mala! Uma seca, a outra nem sei... pulei inúmeras vezes em cima da mala, gritando: “morre, morre, morre...”.
            Bom, para a minha felicidade nunca mais tive encontros com minhas rivais. Tive a oportunidade de conhecer mais sobre elas no Jardim Botânico, onde há um centro de pesquisa. 
Ali atrás, você pode conehcer mais sobre as aranhas marrons.

                      Quem for a Curitiba não precisa ter medo, eu diria apenas para aproveitar bem a cidade e o que ela tem de melhor, ou seja, tudo! Aranha tem sim, mas elas não ficarão te seguindo aonde quer que for (elas estarão em qualquer lugar mesmo).   


segunda-feira, 14 de março de 2011

Desventurando e me aventurando!!!


Para os que não sabem, faço estágio na Secretaria do Turismo, trabalhando diretamente com os turistas, passando informações do que fazer e para onde ir, aqui no Recife e em Pernambuco. 

Algumas semanas atrás, acabei fazendo amizade com um desses turistas. Ele, residente no Acre, - primeira vez no Recife - não resisti a tentação e fui dar uma de guia turístico, algo que sei fazer bem, e por sinal adoro! Vou chamá-lo de C.
Me dei uma semana de folga da faculdade, e assim iniciamos nosso passeio por algumas praias e cidades da redondeza. Contudo, apesar de terem sido duas semanas bem animadas, tivemos nossos desencontros e desventuras.

Vamos começar por domingo, dia 27 à noite.

Após o estágio, seguimos os três pelas ruas do Recife Antigo até chegarmos à Rua da Moeda, conhecida por seus bares sentamos em um barzinho e que venham as cervejas e caipirinhas a noite quase toda! E assim, combinamos de ir logo cedo para Porto de Galinhas. Tenho certeza de que alguém já tenha visto, conhecido ou ouvido falar de lá, pois é uma das praias mais bela do Brasil.

Apesar do sono, e da falta de coragem, consegui levantar e seguir para o Cais Santa Rita. Cheguei primeiro que ele e a amiga (V.), após esperar e esperar o celular toca:

- Não é no cais não! É no terminal da Dantas Barreto!
- Deus me livre de ir pra ai! Tem um povo estranho...

Acabei indo, né! Criei um certo trauma de ir para aqueles lados, pois é muito tenso...  Mas, encontrei com eles no meio do caminho, na Igreja do Carmo. Bom, agora era só esperar o ônibus. E assim esperamos! Uma, duas horas. Detalhe, tem ônibus a cada meia hora! Já estávamos planejando em esquecer Porto e seguirmos para outra praia, sei lá... Gaibú, Itamaracá... Mas “busão” chegou e o melhor, tinha ar-condicionado. Era um pouco mais caro (R$ 9,80) e não aceita VEM Estudantil, mas como o sono era grande, ia dormir bem nas 2 horas de viagem até nosso destino.
Galinhas Foto Daniel Fernandes
Estar em Porto de Galinhas é algo sem explicação. A praia é linda. Só estando lá para poder sentir. Água azul, onde se pode ver o fundo do mar. Fazer passeio de jangada para as piscinas de corais, alimentar os peixes, mergulhar...  Nesses 15 meses que estou morando aqui no Recife, fui algumas vezes ali, e cada visita é única.
Mergulhar com os peixes Foto: Daniel Fernandes e Felipe Mendonça (passeios anteriores)
O passeio rendeu muitas fotos, é claro! Não podia deixar de levar minha câmera. Comemos no restaurante que sempre fico (Pescaria), onde por sinal servem uma comida deliciosa, quem for a Porto de Galinhas, visitem o Pescaria e se deliciem-se com o Peixe ao molho de camarão e alcaparras, acompanha um purê de abóbora (jerimum) perfeito! E o melhor, não é caro!!! Ah, não estou ganhando nada pela publicidade!
Assim como na ida, a vinda não foi das melhores. Pegamos o tradicional ônibus que leva à Porto. Saindo de Cabo de Santo Agostinho para Jaboatão dos Guararapes, pegamos um engarrafamento que fez com que nossa viagem durasse três horas. Ou seja, uma hora parado! Sem ar, sem água... cansados. Mas cheguei em casa vivo! Ah, infelizmente não levamos C para alimentar os peixes! Ponto alto para quem vai a Porto de Galinhas.
Porto de Galinhas Foto: Daniel Fernandes
Na terça, dia 1º de Março, fomos para Itamaracá! Ainda não conhecia a “famosa” ilha do Litoral Norte, e apesar dos comentários de muitos em dizer que lá já não é tão bom quanto antes, eu adorei e achei lindo o lugar!
Porém, tivemos alguns desencontros ali. A trajetória até a ilha foi tranqüila, (esperava que seria mais complicado), foi bem prática. Pega um ônibus até Igarassú e de lá, pega outro direto para a ilha. O detalhe foi, onde descer?
Descemos no terminal. Lá no final da ilha, longe de tudo, apesar de que existe uma praia há poucos metros de distância. Todos com fome, paramos em uma padaria que praticamente não tinha nada. Servidos de um cafezinho com leite e um pão com manteiga, acabamos fazendo amizade com dois franceses, os quais permaneceram conosco até a volta para o Recife! Eles JB e JC.
Após comermos, seguimos caminhando para uma praça que só estava a 2 km de onde estávamos, pois C e os franceses, estavam sem dinheiro e precisavam sacar em um caixa! Depois de uns 15 minutos caminhando, apareceu um “trenzinho” que é o meio de locomoção das pessoas por lá (lembrei da época que fui para Cotijuba, Ilha do Marajó no Pará). Ele praticamente nos salvou! Mas até encontrarmos um local que tinha caixa 24 horas, custou! E o motorista do trenzinho foi bem paciente, cuidadoso, nos ajudou em muitas coisas.
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Antes de seguirmos caminho para o Forte Orange, fomos com os franceses conhecer a Vila Velha (já conhecia antes, pois fui com o pessoal da faculdade), onde está a segunda mais antiga igreja em pé do Brasil, Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A vista de lá é maravilhosa, onde se pode ver a praia de Marinha Farinha em Paulista, a Coroa do avião e a entrada do Canal de Santa Cruz. Porém, o lugar está meio abandonado. Quem cuida são os próprios moradores. Na sacristia da igreja, há uma cômoda que fora doada pela Dona Maria Louca, além da imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
Conseguimos um táxi para nos levar até Vila Velha, preço bem em conta cobrado. O melhor, é que o taxista era bem extrovertido, falava mais do que o cd que tocava. E conhecia menos do lugar do que um dos franceses que estava conosco.
Dentro da Igreja Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
A ilha de Itamaracá teve um período onde era o “point”, mas com o tempo acabou perdendo o cargo para Porto de Galinhas. A ilha abriga um presídio, e dizem que por causa disso, muitas pessoas deixaram de visitar o local. Um dos pontos turísticos chaves de lá é o Forte Orange, que estava fechado para reforma. Mais a frente, se vê um grande banco de areia no mar, batizada como Coroa do Avião. O trajeto até lá, só  é feito em lanchas (R$ 8 ida e volta).
Coroa do Avião, vista da Vila Velha Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Apesar de não haver energia elétrica, existem alguns bares onde se pode beber uma cerveja bem gelada e comer diversos pratos, em sua maioria peixes e frutos do mar. Mas prepare o bolso, apesar de ser mais simples, é um pouco salgado o preço das refeições por lá.
É um passeio que digo que vale a pena ir, independente que seja de carro ou de ônibus. Se possível estudar um pouco do lugar, pode ter certeza de que a sensação será mais gostosa ainda, pois ali há muita história, sem esquecer que faz parte da história do nosso país.
Ah, na lancha, durante a travessia, se prepare, pois será com muita emoção. Então se você não tem medo de velocidade em “alto mar”, é uma aventura rápida, mas bem interessante!
Travessia de lancha para Coroa do Avião Foto: Daniel Fernandes
A volta foi tranqüila, até melhor que o esperado. Enquanto esperávamos o ônibus passar, um rapaz de muita boa vontade nos ofereceu carona até o Recife, não pensamos duas vezes, e fomos os cinco. Detalhe, o cara tem casa em Itamaracá, Porto de Galinhas e no Cabo de Santo Agostinho, e não é que ele ainda tentou me alugar uma!?  
Maria Farinha (crustáceo) Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Raízes... ? !


Desde meu último post, já me passou pela cabeça em escrever umas duas ou três vezes, mas vontade do mesmo jeito que chegava, ia embora.
Mas hoje depois de uma aula de Empreendedorismo na faculdade, o vídeo apresentado pelo professor me animou em escrever algo!
Imagino que muitas pessoas já leram o livro “Quem mexeu no meu queijo?”. Lembro que o li alguns anos atrás, mas confesso que não lembrava de muita coisa dele até essa terça de manhã (15/02).
Preciso fazer um resumo? Bom, para os que leram, pode pular os dois próximos  parágrafos... os interessados em saber a respeito do livro... 

“O livro conta a história de 2 duendes e 2 ratinhos, que todos os dias saiam a procura de queijo por um grande labirinto. Depois de alguns dias de procura, eles encontraram um local que havia muito queijo. Sendo que com o passar dos dias o queijo foi reduzindo até que finalmente acabou. Os ratinhos que já vinham observando as mudanças com a quantidade do queijo que havia, quando todo o estoque acabou, logo partiram a procura de novo queijo pelo labirinto. Já os anões, assim que perceberam que não havia mais nada para comerem, nada fez a não ser reclamar e reclamar.
Os ratinhos, após alguns dias procurando novo queijo, logo encontraram uma nova mina de queijo. Novinho! Passado algum tempo, um dos duendes decidiu sair a procura de mais queijo, pois não agüentava mais ficar naquela situação, e assim fez. Após de um bom tempo procurando, encontrou um recipiente onde havia queijo, sendo que também já estava fazia, restando apenas algumas poucas migalhas. Este recolheu o que pode e levou para o outro duende com o intuito de alertá-lo de que havia mais queijo, bastava sair a procura. Mas ele nada fez, decidindo continuar onde estava. O outro duende saiu novamente com o intuito de finalmente encontrar um novo queijo, e assim conseguiu!”

Bem, imagino que você deva estar se perguntando... “Sim, e o que o livro tem a ver com seu blog sobre suas lembranças?”. Vou tentar me expressar!
De uns sete anos pra cá, quase todos os dias alguém me pergunta: “anda por onde?”, mesmo a pessoa sabendo que atualmente resido no Recife há pouco mais de um ano! Mas até entendo bem o porquê dessa pergunta... Nunca fiquei mais do que seis meses em algum lugar! Exceto é claro em Goiânia/GO, pois como tenho por família lá e que me faz querer ficar um pouco mais.
Dos meus dezesseis anos até meus atuais vinte e seis anos já morei em muitos lugares... Uruaçu, Planalmira (colégio interno), Pirenóplis ( 2 anos sendo que vivia fugindo para Brasília e Goiânia), Brasília, Curitiba, Palmas, Belém, Salinópolis, Aracaju e agora, Recife. Deixar bem claro, não sou procurado pela polícia e tão pouco fiz nada de errado em algum lugar desses!
Então, porque que eu nunca paro? Dez cidade em dez anos já está bom para criar raízes em algum lugar, não? Sinceramente? Ainda não sinto isso! Mas sei que logo vou ter que fazer ou até me obrigar a fazer isso. Aliás, acho que já comecei a colocar em pratica! Moro há um ano e três meses no Recife, e devo continuar por aqui pelo menos mais uns três anos...
Nas demais vezes que andei viajando por ai, cada um teve seus motivos... Família, trabalho, amores (tem que ter!). Mas também tive a experiência de realização de um desejo, não quero dizer sonho, pois logo acabei desistindo dele, uma das poucas coisas que me arrependo na vida. Mas cada um deles pude aprender algo que se eu levar a sério, posso superar muitas coisas. Enfrentar medos, correr atrás dos meus sonhos e fazer o possível para realizá-los, que é praticamente o momento em que estou vivendo.
Então porque tantas cidades? Sempre estou em busca de algo novo. Não gosto de rotinas, e quando começo a perceber que ela está se aproximando, me esforço para mudar e me adaptar com isso. Até que percebi que mudar de cidade eu estaria mais fugindo da realidade, dos meus medos e não os encarando como eu deveria fazer. E se for para ir para outra cidade novamente, com certeza será para continuar por algo melhor... dar continuidade nessa grande jornada que se chama vida! 
Posso dizer que no momento estou no lugar onde quero estar! Mas não vou afirmar e nem tão pouco quero, dizer que estou no lugar que ficarei para sempre, pois por mais que eu tente dizer que estou fincando minhas raízes, na verdade só estou em um pequeno vaso, onde daqui há alguns dias (meses, anos), logo será removido para um vaso bem maior. Para quem sabe um dia abandonar os “vasos” e finalmente ir para a terra e me transformar em uma grande árvore.