quarta-feira, 30 de março de 2011

Mar, prazer... Daniel!

Aproveitar que nessa semana se comemora aniversário da cidade de Curitiba e relembrar alguns bons momentos que passei por lá. Cidade que amei minha estadia, e que um dia ainda pretendo voltar a morar lá. Ou pelo menos passar um bom tempo...

Como contei no post anterior, fui para Curitiba de supetão, não tinha me programado! Simplesmente me deu vontade, tava com uma grana razoável para me sustentar por algum tempo. Comprei as passagens e sumi para o sul. Não conhecia nada e nem ninguém.

Fiquei hospedado na casa de pessoas que havia conhecido há alguns dias pela net, passei apenas um mês por lá, agradeço de coração a estadia. Foi uma grande ajuda. Apesar do trauma com as aranhas! Logo fui para uma pensão no centro da cidade.

Meu segundo dia em Curitiba decidi sair para conhecer um pouco da cidade, segui para o centro. Era noite. Ao passar pela frente da rodoviária, brinco com meus pensamentos que bem que poderia entrar alguém conhecido. E não é que entrou? Finalmente conheci um grande amigo que mora no interior, já tinha anos que conversavamos, mas até então, só no virtual. Foi interessante, e no momento que nos vimos, foi como se nos conhecessemos realmente há anos. Fui salvo por ele, pois acabou me deixando nos lugares que pretendia ir. Em meus planos, já havia me programado  para visitá-lo em duas semanas, mas depois desse nosso encontro casual, adiantei para o fim de semana e lá fiquei por duas semanas, que foram perfeitas!

Praia Mansa - Caiobá/Matinhos

Em primeiro lugar, eu não conhecia o mar até então. Apesar de ter nascido no Maranhão, fui conhecer o mar lá no Paraná. Mais precisamente no município de Matinhos. Quem tive interesse em conhecer a história da cidade e seus pontos turísticos, segue o link com todas as informações:  CONHEÇA MATINHOS/PR
Eu e o Paullo
Chegando em Matinhos, fui para casa de Paullo onde pude conhecer sua mãe, alguém que posso dizer sem puxando o saco ou puxando completamente, uma das grandes e inesquecíveis pessoas que vou lembrar sempre na minha vida. A noite, saímos para que pudesse me apresentar um pouco a cidade. Parada para um lanche e depois a orla da cidade. Sinceramente, fui prático e fiz algo que todo mundo faz ao chegar no mar... meter o dedo na água e depois na boca! Realmente o mar é salgado, muito salgado! 

No dia seguinte, já sozinho, sai a procura de sabonete. Andei, andei, andei... acabou sendo mais uma desculpa para sair de casa e explorar um pouco da cidade. Minha caminhada acabou me levando até a praia. Não resisti e tirei a camisa e o chinelo e sai caminhando pela areia, sentindo as ondas nos pés... Há muitos anos já vinha sonhando com essa sensação, e ainda hoje, é algo que adoro fazer. Caminhei muito!

Chegando a um certo ponto, parei e comecei a observar. Eu tinha que entrar na água. Sentia essa nescessidade. Mas, meu receio era grande, sei lá como é que fazia isso (quanta inocência), ficava lembrando o que um primo me disse quando erámos bem novos... "a onda vem e te puxa para o fundo". E la sentei na areia e olhava as pessoas de longe entrando e saindo da água. Se jogando nas ondas. E lá vai eu... "é simples, é só entrar".  

Alguns passos e dava uma paradinha. "Passou da canela, tô vivo!". Caminhei mais um pouco, me empolguei. Fiquei de costas para o mar. Quando viro fui surpreendido por uma onda que não era nada pequena e fraca. A felicidade era tanta que tava de boca aberta. Resultado? Acho que tenho sal daquele dia até hoje no organismo. Sem falar que tropecei e cai devido a força da água. Fui batizado!!!
Guaratuba, ao fundo, praia mansa em Caiobá - Matinhos
 Desde então, mar se tornou meu vício. Uma das grandes influências por ter me encantado por Pernambuco é o mar daqui. Apesar de que eu sempre tenho um receio e dos grandes quando entro na água. Mas... não é de PE que estou escrevendo.

barco na Praia Mansa - Caiobá/Matinhos
Minhas duas semanas foram bem proveitosas. Adorava andar de bicicleta a noite pela orla, indo até Caiobá, ficar sentado na area a noite, curtindo o som das ondas longe. Tomar meu café da manhã com a companhia de Ira, horas conversando admirando a natureza que tinhamos a nossa frente. Ia muito a praia, tanto na parte de mar aberto, quanto na baia, que tem uma vista linda para Caraguatatuba. E o passeio de balsa é uma recordação que não vou esquecer nunca. A vista é linda. Passeio recomendado a quem estiver por aqueles lados. 

Baía de Guaratuba, travessia de balsa.
Sai de Matinhos com saudades. Do lugar, das pessoas que pude conhecer por lá. Há alguns anos que prometo que irei aparecer, mas nunca cumpro. Acabo viajando para outros lugares. Já sinto necessidade de rever bons e velhos amigos. 

Baía de Guaratuba 






  


domingo, 20 de março de 2011

Eu e as aranhas...



Hora de voltar ao passado, dessa vez convido a todos a embarcarem para o ano de 2005 quando decidi ir passar uns dias em Curitiba, Paraná!
Minha viagem para Curitiba foi totalmente de última hora, não havia planejado bem o que iria fazer por lá! Fui demitido da antiga BrTelecom, dois dias depois que peguei o dinheiro do acerto, virei para minha mãe e disse:
- Mãe, amanhã estou indo para Curitiba!
E assim fiz! Durante a viagem conheci algumas pessoas, entre elas, se destaca a Shirley e seus seis filhos. Sendo que dela ei de falar em outras oportunidades, pois vivi muitas coisas com ela, que sempre me faziam rir muito! Aliás, ela foi meu braço direito e esquerdo enquanto estive por lá!
Jardim Botânico

A cidade de Curitiba localiza-se na região sul do país, capital do estado do Paraná. Fundada no ano de 1693, recebendo o título de capital da província do Paraná no ano de 1853, desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas, manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos, que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje. (Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Curitiba)
Mas, não falarei sobre a cidade e seus belos pontos turísticos, mas sim sobre um grande pavor que tenho... ARANHAS! Quem me conhece sabe bem, que até aquelas de jardim já me fazem suar frio!
Uma vez, há muitos e muitos anos atrás, acordei cedo num domingo e enquanto não chegava a hora de ir para a missa, fiquei assistindo uma reportagem sobre aranhas marrons em Curitiba... Algo que com o tempo praticamente me esqueci de tudo, exceto que, Curitiba tem muitas aranhas marrons. Mas o êxtase de viajar para uma cidade que sempre foi um dos meus “Daniel dreams”, me fez esquecer de tudo.
“Cada fêmea da aranha marrom bota ate 130 ovos por vez. Geralmente elas atacam quando pressionadas contra o corpo da vítima, que ocorre geralmente em casa, nas roupas, toalhas, sapatos e na cama. Gostam do clima quente, úmido e temperado. Só na América há mais de 50 espécies conhecidas. Somente de 12 a 24 horas após a picada (que é indolor) o veneno começa seus efeitos no corpo (a variação do tempo de ação do veneno existe pelo fato de que alguns organismos são mais fortes que outros).  Os efeitos do veneno, inicialmente são: Inchaço. Bolhas no local. Necrose (morte do tecido). Dor no local. E após algum tempo se não houver a aplicação do antídoto: Boca seca. Urina escura. Sonolência. Em alguns raros casos pode ocorrer anemia hemolítica (destruição das hemácias) e ate coagulação do sangue. A aranha marrom é comum principalmente no Paraná, local que apresenta clima favorável a sua proliferação. O soro deve ser aplicado após a percepção dos sintomas ou, se possível, logo após a picada. Os nomes dos soros são: antiloxoscélico ou o soro antiaracnídeo.”  (Disponível em 20/03/2011; Texto de Thais Pacievitch // http://www.infoescola.com/aracnideos/aranha-marrom).
Aranha marrom - foto : Rodrigo Menezes (http://meiobit.com/33487/arriscando-a-vida-por-uma-foto/)
Foto: Jornal da Povo (Jornal da Bahia) - http://www.jornaldapovo.com.br/noticia.php?id=3325
Chegando em Curitiba, fiquei hospedado por algumas semanas no apartamento de algumas pessoas que havia conhecido recentemente pelo meu antigo fotolog. Sou grato a eles! E foi nesse apartamento que fui apresentado às minhas queridas aranhas...
Em muitos apartamentos existem aqueles guarda-roupas embutido nos quartos, e lá no que eu dormia havia um. Se bem que aquilo ali era mais uma mansão para elas!
Meu segundo dia no apartamento decidi fazer uma faxina nesse “guarda-roupa”, com o intuito de arrumar uma vaguinha para guardar minhas coisas, assim que abro as portas, já estremeço ao ver umas coisinhas secas, que estranhei achando que era umas aranhas fininhas que sempre vi e que também sempre temi. Engoli o medo, e me joguei no guarda-roupa, com pano em uma mão e um “mata inseto” na outra! Resultado? Nunca vi tanta aranha reunida em um lugar só... Rezava e pedia “Não pulem em mim”, isso porque até então eu jurava que eram umas “aranhazinhas” que não faziam mal algum. Chegou um momento que cansei, tinha aranha demais!
A noite chegou, já tinha me esquecido das “maleditas” quando surgiu o assunto na televisão e então descobri que minhas companheiras, eram aranhas marrons! Reação? Passei por alguns segundos me sentindo um arco-íris, mudava de cor a cada segundo! Tremi, suei frio, cocei a cabeça, torci o pescoço, estalei os dedos e logo veio a frase em minha mente: “Se ferrou Daniel!!!”. Viajei em minhas memórias, a reportagem que assisti aos seis anos veio toda na minha cabeça.    
            Sempre tive dificuldade em dormir com a luz acessa, mas desde então só dormia no claro, acreditei que, como elas possuem hábitos diurnos, com a claridade elas pensariam (o que o medo não faz...) que é dia e não sairiam para me fazer uma visitinha na cama. Me cobria da cabeça aos pés e tinha ao lado um SBP como arma! Jura NE????E assim foi até o dia que sai do apartamento e fui morar em uma pensão no centro.
            Para ter uma despedida a rigor, um dia antes de me mudar para a pensão, fui passar o dia em Joinville, Santa Catarina. Acordei cedo, pois ia de carona com um amigo. Enquanto esperava dar a hora de sair, decidi arrumar algumas coisas. Eram cinco da manhã. Peguei a mala, abri todas os bolsos. No último, soltei a bolsa no chão e dei um grito que os meninos saíram assustado dos quartos. Imagino que devo ter acordado outras pessoas no condomínio também. Enfim, lá estavam duas aranhas dentro da minha mala! Uma seca, a outra nem sei... pulei inúmeras vezes em cima da mala, gritando: “morre, morre, morre...”.
            Bom, para a minha felicidade nunca mais tive encontros com minhas rivais. Tive a oportunidade de conhecer mais sobre elas no Jardim Botânico, onde há um centro de pesquisa. 
Ali atrás, você pode conehcer mais sobre as aranhas marrons.

                      Quem for a Curitiba não precisa ter medo, eu diria apenas para aproveitar bem a cidade e o que ela tem de melhor, ou seja, tudo! Aranha tem sim, mas elas não ficarão te seguindo aonde quer que for (elas estarão em qualquer lugar mesmo).   


segunda-feira, 14 de março de 2011

Desventurando e me aventurando!!!


Para os que não sabem, faço estágio na Secretaria do Turismo, trabalhando diretamente com os turistas, passando informações do que fazer e para onde ir, aqui no Recife e em Pernambuco. 

Algumas semanas atrás, acabei fazendo amizade com um desses turistas. Ele, residente no Acre, - primeira vez no Recife - não resisti a tentação e fui dar uma de guia turístico, algo que sei fazer bem, e por sinal adoro! Vou chamá-lo de C.
Me dei uma semana de folga da faculdade, e assim iniciamos nosso passeio por algumas praias e cidades da redondeza. Contudo, apesar de terem sido duas semanas bem animadas, tivemos nossos desencontros e desventuras.

Vamos começar por domingo, dia 27 à noite.

Após o estágio, seguimos os três pelas ruas do Recife Antigo até chegarmos à Rua da Moeda, conhecida por seus bares sentamos em um barzinho e que venham as cervejas e caipirinhas a noite quase toda! E assim, combinamos de ir logo cedo para Porto de Galinhas. Tenho certeza de que alguém já tenha visto, conhecido ou ouvido falar de lá, pois é uma das praias mais bela do Brasil.

Apesar do sono, e da falta de coragem, consegui levantar e seguir para o Cais Santa Rita. Cheguei primeiro que ele e a amiga (V.), após esperar e esperar o celular toca:

- Não é no cais não! É no terminal da Dantas Barreto!
- Deus me livre de ir pra ai! Tem um povo estranho...

Acabei indo, né! Criei um certo trauma de ir para aqueles lados, pois é muito tenso...  Mas, encontrei com eles no meio do caminho, na Igreja do Carmo. Bom, agora era só esperar o ônibus. E assim esperamos! Uma, duas horas. Detalhe, tem ônibus a cada meia hora! Já estávamos planejando em esquecer Porto e seguirmos para outra praia, sei lá... Gaibú, Itamaracá... Mas “busão” chegou e o melhor, tinha ar-condicionado. Era um pouco mais caro (R$ 9,80) e não aceita VEM Estudantil, mas como o sono era grande, ia dormir bem nas 2 horas de viagem até nosso destino.
Galinhas Foto Daniel Fernandes
Estar em Porto de Galinhas é algo sem explicação. A praia é linda. Só estando lá para poder sentir. Água azul, onde se pode ver o fundo do mar. Fazer passeio de jangada para as piscinas de corais, alimentar os peixes, mergulhar...  Nesses 15 meses que estou morando aqui no Recife, fui algumas vezes ali, e cada visita é única.
Mergulhar com os peixes Foto: Daniel Fernandes e Felipe Mendonça (passeios anteriores)
O passeio rendeu muitas fotos, é claro! Não podia deixar de levar minha câmera. Comemos no restaurante que sempre fico (Pescaria), onde por sinal servem uma comida deliciosa, quem for a Porto de Galinhas, visitem o Pescaria e se deliciem-se com o Peixe ao molho de camarão e alcaparras, acompanha um purê de abóbora (jerimum) perfeito! E o melhor, não é caro!!! Ah, não estou ganhando nada pela publicidade!
Assim como na ida, a vinda não foi das melhores. Pegamos o tradicional ônibus que leva à Porto. Saindo de Cabo de Santo Agostinho para Jaboatão dos Guararapes, pegamos um engarrafamento que fez com que nossa viagem durasse três horas. Ou seja, uma hora parado! Sem ar, sem água... cansados. Mas cheguei em casa vivo! Ah, infelizmente não levamos C para alimentar os peixes! Ponto alto para quem vai a Porto de Galinhas.
Porto de Galinhas Foto: Daniel Fernandes
Na terça, dia 1º de Março, fomos para Itamaracá! Ainda não conhecia a “famosa” ilha do Litoral Norte, e apesar dos comentários de muitos em dizer que lá já não é tão bom quanto antes, eu adorei e achei lindo o lugar!
Porém, tivemos alguns desencontros ali. A trajetória até a ilha foi tranqüila, (esperava que seria mais complicado), foi bem prática. Pega um ônibus até Igarassú e de lá, pega outro direto para a ilha. O detalhe foi, onde descer?
Descemos no terminal. Lá no final da ilha, longe de tudo, apesar de que existe uma praia há poucos metros de distância. Todos com fome, paramos em uma padaria que praticamente não tinha nada. Servidos de um cafezinho com leite e um pão com manteiga, acabamos fazendo amizade com dois franceses, os quais permaneceram conosco até a volta para o Recife! Eles JB e JC.
Após comermos, seguimos caminhando para uma praça que só estava a 2 km de onde estávamos, pois C e os franceses, estavam sem dinheiro e precisavam sacar em um caixa! Depois de uns 15 minutos caminhando, apareceu um “trenzinho” que é o meio de locomoção das pessoas por lá (lembrei da época que fui para Cotijuba, Ilha do Marajó no Pará). Ele praticamente nos salvou! Mas até encontrarmos um local que tinha caixa 24 horas, custou! E o motorista do trenzinho foi bem paciente, cuidadoso, nos ajudou em muitas coisas.
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Antes de seguirmos caminho para o Forte Orange, fomos com os franceses conhecer a Vila Velha (já conhecia antes, pois fui com o pessoal da faculdade), onde está a segunda mais antiga igreja em pé do Brasil, Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A vista de lá é maravilhosa, onde se pode ver a praia de Marinha Farinha em Paulista, a Coroa do avião e a entrada do Canal de Santa Cruz. Porém, o lugar está meio abandonado. Quem cuida são os próprios moradores. Na sacristia da igreja, há uma cômoda que fora doada pela Dona Maria Louca, além da imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
Conseguimos um táxi para nos levar até Vila Velha, preço bem em conta cobrado. O melhor, é que o taxista era bem extrovertido, falava mais do que o cd que tocava. E conhecia menos do lugar do que um dos franceses que estava conosco.
Dentro da Igreja Nossa Senhora da Conceição Foto: Daniel Fernandes
A ilha de Itamaracá teve um período onde era o “point”, mas com o tempo acabou perdendo o cargo para Porto de Galinhas. A ilha abriga um presídio, e dizem que por causa disso, muitas pessoas deixaram de visitar o local. Um dos pontos turísticos chaves de lá é o Forte Orange, que estava fechado para reforma. Mais a frente, se vê um grande banco de areia no mar, batizada como Coroa do Avião. O trajeto até lá, só  é feito em lanchas (R$ 8 ida e volta).
Coroa do Avião, vista da Vila Velha Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes
Apesar de não haver energia elétrica, existem alguns bares onde se pode beber uma cerveja bem gelada e comer diversos pratos, em sua maioria peixes e frutos do mar. Mas prepare o bolso, apesar de ser mais simples, é um pouco salgado o preço das refeições por lá.
É um passeio que digo que vale a pena ir, independente que seja de carro ou de ônibus. Se possível estudar um pouco do lugar, pode ter certeza de que a sensação será mais gostosa ainda, pois ali há muita história, sem esquecer que faz parte da história do nosso país.
Ah, na lancha, durante a travessia, se prepare, pois será com muita emoção. Então se você não tem medo de velocidade em “alto mar”, é uma aventura rápida, mas bem interessante!
Travessia de lancha para Coroa do Avião Foto: Daniel Fernandes
A volta foi tranqüila, até melhor que o esperado. Enquanto esperávamos o ônibus passar, um rapaz de muita boa vontade nos ofereceu carona até o Recife, não pensamos duas vezes, e fomos os cinco. Detalhe, o cara tem casa em Itamaracá, Porto de Galinhas e no Cabo de Santo Agostinho, e não é que ele ainda tentou me alugar uma!?  
Maria Farinha (crustáceo) Foto: Daniel Fernandes
Forte Orange Foto: Daniel Fernandes

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Raízes... ? !


Desde meu último post, já me passou pela cabeça em escrever umas duas ou três vezes, mas vontade do mesmo jeito que chegava, ia embora.
Mas hoje depois de uma aula de Empreendedorismo na faculdade, o vídeo apresentado pelo professor me animou em escrever algo!
Imagino que muitas pessoas já leram o livro “Quem mexeu no meu queijo?”. Lembro que o li alguns anos atrás, mas confesso que não lembrava de muita coisa dele até essa terça de manhã (15/02).
Preciso fazer um resumo? Bom, para os que leram, pode pular os dois próximos  parágrafos... os interessados em saber a respeito do livro... 

“O livro conta a história de 2 duendes e 2 ratinhos, que todos os dias saiam a procura de queijo por um grande labirinto. Depois de alguns dias de procura, eles encontraram um local que havia muito queijo. Sendo que com o passar dos dias o queijo foi reduzindo até que finalmente acabou. Os ratinhos que já vinham observando as mudanças com a quantidade do queijo que havia, quando todo o estoque acabou, logo partiram a procura de novo queijo pelo labirinto. Já os anões, assim que perceberam que não havia mais nada para comerem, nada fez a não ser reclamar e reclamar.
Os ratinhos, após alguns dias procurando novo queijo, logo encontraram uma nova mina de queijo. Novinho! Passado algum tempo, um dos duendes decidiu sair a procura de mais queijo, pois não agüentava mais ficar naquela situação, e assim fez. Após de um bom tempo procurando, encontrou um recipiente onde havia queijo, sendo que também já estava fazia, restando apenas algumas poucas migalhas. Este recolheu o que pode e levou para o outro duende com o intuito de alertá-lo de que havia mais queijo, bastava sair a procura. Mas ele nada fez, decidindo continuar onde estava. O outro duende saiu novamente com o intuito de finalmente encontrar um novo queijo, e assim conseguiu!”

Bem, imagino que você deva estar se perguntando... “Sim, e o que o livro tem a ver com seu blog sobre suas lembranças?”. Vou tentar me expressar!
De uns sete anos pra cá, quase todos os dias alguém me pergunta: “anda por onde?”, mesmo a pessoa sabendo que atualmente resido no Recife há pouco mais de um ano! Mas até entendo bem o porquê dessa pergunta... Nunca fiquei mais do que seis meses em algum lugar! Exceto é claro em Goiânia/GO, pois como tenho por família lá e que me faz querer ficar um pouco mais.
Dos meus dezesseis anos até meus atuais vinte e seis anos já morei em muitos lugares... Uruaçu, Planalmira (colégio interno), Pirenóplis ( 2 anos sendo que vivia fugindo para Brasília e Goiânia), Brasília, Curitiba, Palmas, Belém, Salinópolis, Aracaju e agora, Recife. Deixar bem claro, não sou procurado pela polícia e tão pouco fiz nada de errado em algum lugar desses!
Então, porque que eu nunca paro? Dez cidade em dez anos já está bom para criar raízes em algum lugar, não? Sinceramente? Ainda não sinto isso! Mas sei que logo vou ter que fazer ou até me obrigar a fazer isso. Aliás, acho que já comecei a colocar em pratica! Moro há um ano e três meses no Recife, e devo continuar por aqui pelo menos mais uns três anos...
Nas demais vezes que andei viajando por ai, cada um teve seus motivos... Família, trabalho, amores (tem que ter!). Mas também tive a experiência de realização de um desejo, não quero dizer sonho, pois logo acabei desistindo dele, uma das poucas coisas que me arrependo na vida. Mas cada um deles pude aprender algo que se eu levar a sério, posso superar muitas coisas. Enfrentar medos, correr atrás dos meus sonhos e fazer o possível para realizá-los, que é praticamente o momento em que estou vivendo.
Então porque tantas cidades? Sempre estou em busca de algo novo. Não gosto de rotinas, e quando começo a perceber que ela está se aproximando, me esforço para mudar e me adaptar com isso. Até que percebi que mudar de cidade eu estaria mais fugindo da realidade, dos meus medos e não os encarando como eu deveria fazer. E se for para ir para outra cidade novamente, com certeza será para continuar por algo melhor... dar continuidade nessa grande jornada que se chama vida! 
Posso dizer que no momento estou no lugar onde quero estar! Mas não vou afirmar e nem tão pouco quero, dizer que estou no lugar que ficarei para sempre, pois por mais que eu tente dizer que estou fincando minhas raízes, na verdade só estou em um pequeno vaso, onde daqui há alguns dias (meses, anos), logo será removido para um vaso bem maior. Para quem sabe um dia abandonar os “vasos” e finalmente ir para a terra e me transformar em uma grande árvore.  

 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vamos para Filadélfia?


Depois de longos anos sem praticamente não escrever nada, só na vontade... Voltar a praticar isso seria algo interessante, até mesmo para transparecer.
Então, o que escrever? Eis a questão... pensei, pensei, conversei a respeito, li alguns livros, e no final cheguei a conclusão. Que tal falar (escrever) sobre minhas viagens? Mas pensei,  minhas viagens não chegam a ser grandes viagens, só pulei um pouco de um estado para outro. Ainda não fui para fora do Brasil (apesar de muitas pessoas me perguntarem por que não fiz isso ainda), não sai em nenhuma expedição para encontrar meu eu, apesar de que sei que aprendi uma ou muitas coisas em cada lugar que já estive.
Mas, vamos lá, só quero antes alertar... Nunca fui um dos melhores alunos de língua portuguesa, então não repare se por ventura encontrar um ou vários erros gramaticais, faz parte e não estou aqui para dar uma de “intelecto da gramática”. 
Para início de conversa vamos fazer uma breve viagem para um município lá para as bandas do Maranhão e Tocantins, quando eu tinha uns... 4 ou 5 anos, se não for isso chega a ser perto! Sabe como é, a idade vai chegando, e com isso a memória também!
Eu, minha mãe, irmão e alguns amigos (da família), alugamos uma van e seguimos rumo a um lugar chamado Filadelfia. Ok, vamos conhecer um pouco lá, antes de seguir adiante...
“Fundada em 1951, Fíladélfia tem seu nome originado do seu fundador, o senhor Filadélfio Antônio de Noronha e seu primeiro prefeito foi o senhor Dotorveu Maranhão Machado' um dos pioneiros da cidade. Pacata e ordeira, Filadélfia fica localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, onde faz fronteira com o estado do Maranhão, do outro lado do rio está a cidade de Carolina. Filadélfia é uma cidade turística. No interior do município está localizada a Reserva Estadual das Árvores Fossilizadas, que apresenta o maior número de árvores petrificadas já descobertas no planeta. Outro fator que atrai os turistas é a praia fluvial, que se forma no Rio Tocantins nos meses de estiagem, fazendo com que a população aumente consideravelmente com a presença de turistas.”  By Wikipédia (claro!)
Bom, sabe essa praia? Pois é, é sobre ela que irei contar...
Lá estávamos todos se divertindo, meu irmão saiu e eu atrevido e atentado como eu era, fui atrás. Sempre que me aventurava a andar pela praia, sabia voltar devido uma canoa que estava atracado na areia. E lá vai eu atrás do meu irmão, até que ele sumiu! E não foi só ele, a canoa também!
O que fiz? Mantive a calma, respirei fundo, dei uma estudada no local, analisando bem a área em que estava e sempre pensando positivo... “eles estão aqui, não se desespere!”. Vai sonhando!
Danielzinho desesperado soltou o berro! Acho que é a primeira coisa quando uma criança faz quando sente que está em apuros... “Mãeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhh, buá!!!”. Por sorte, alguém me pegou pelos braços, me levou para... não lembro se era um palco, ou era alguma coisa de salva vida, pois era bem alto.Só lembro do “tiozinho” perguntando meu nome (apesar de eu ter entrado na escola com 2 anos, só fui aprender a falar bem lá pelos 5 anos, só meu irmão sabe quantas vezes ele foi chamado para traduzir o que eu falava), devo ter falado direitinho, apesar do choro, mas logo vi que minha mãe surgiu no meio daquele povo que estavam aflitos com a minha situação (jura NÉ!). Todos aplaudiram (não estava sonhando), me entregaram para minha mãe, ganhei um caloroso abraço, gostoso como só ela sabe dar (até hoje).
Sei que depois desse dia nunca mais dei uma de “vou ali, e sei que consigo voltar por causa disso ou aquilo!”. Pelo menos fiz isso até meus 8 ou 9 anos. Depois dei uma de louco, dos porra louca mesmo, mas isso é algo que devo documentar por aqui pelos próximos dias!
Praia de Filadélfia